LATA 65 @ PantaMag

Our project LATA 65 is featured on the new issue of PANTA Mag. The words are from Nuno Manuel da Fonseca, who had the pleasure to interview (or better saying, to have a long and enthusiastic talk) with, the inspiring, Luísa Cortesão.

You can read the article in english by clicking the picture below (pages 22 to 29):

lata 65 @ pantaArticle in portuguese:

ESTE PAÍS TAMBÉM É PARA VELHOS

A evolução científica e a democratização do acesso a serviços de saúde no último meio século trouxeram, entre outras coisas, o aumento da esperança média de vida. Em qualquer país considerado desenvolvido, sabemos que não seremos tão facilmente fulminados por doenças como o eram os nossos antepassados. Assim, existe em cada um de nós a clara noção de que temos uma quantidade razoável de anos para viver, e isto é, de facto, uma admirável conquista da Humanidade, conseguida em muito pouco tempo de História.

Mas, como é sabido, quantidade não é qualidade. E quantidade sem qualidade é apenas uma grande maldição. Enquanto sociedade ainda estamos a tentar aprender como abordar esse período de anos extra, recentemente ganho, ao qual chamámos “terceira idade”.

Na Europa, um território relativamente pequeno onde existem muitos países e muitas cidades grandes, o fenómeno do envelhecimento das populações é facilmente detectável. Nas praças e jardins das cidades vê-se cada vez menos carrinhos de bebé e cada vez mais grupos de pessoas reformadas cujas vidas não foram dinamicamente reformuladas. Lisboa, é a cidade europeia onde este problema mais tem crescido.

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O projecto LATA 65 é uma ideia de Lara Seixo Rodrigues [Wool – Festival de Arte Urbana da Covilhã] e Fernando Mendes [Cowork Lisboa] e nasce da vontade de encontrar ideias para qualificar o tempo de vida depois de uma vida de trabalho.

A ideia é simples: Organizar workshops de arte urbana para grupos de pessoas que já passaram da idade da reforma. Durante alguns dias, assistidos por artistas urbanos, os participantes aprendem a história do graffiti e arte urbana, as técnicas ‘usadas’ na rua, o stencil, exploram possibilidades e, por fim, vão para a rua partilhar com o mundo as suas ideias, numa parede da cidade.

Nas duas acções já efectuadas, o entusiasmo demonstrado por parte dos alunos foi grande, diria que enorme. Este projecto parece fazer acordar um espírito criativo esquecido, e acima de tudo, traz a sensação de pura diversão, essencial em qualquer idade.

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Uma das boas surpresas que aconteceu neste projecto foi o aparecimento de Luísa Cortesão, que antigamente era médica, e que hoje é uma jovem artista de sessenta e poucos anos. Conversando com ela a propósito do LATA 65, consegue-se entender o que pode motivar uma pessoa a dedicar-se aos graffiti depois da reforma.

“Porque decidiu fazer o workshop do LATA 65?”

“Porque a minha filha me disse ‘Mãe, há um workshop de graffiti para velhotes’, e eu, como sempre me interessou estas coisas, decidi fazer.”

“O que pensa de haver pessoas na suposta velhice a fazer algo normalmente associado aos mais jovens e a alguma irreverência típica de determinada idade?”

“Não está relacionado com a idade. Pessoalmente, o que me move a fazer isto é a curiosidade e essa não tem a ver com a idade, mas sim com a pessoa. Além da curiosidade, existe, sim, o lado reguila, de ir para a rua fazer uma pintura na parede.”

Desde que participou num dos workshops, Luísa não parou de desenvolver a sua técnica de stencil. Nas suas intervenções artísticas existe a pontual mensagem política ou ambiental, mas o universo mais explorado na sua obra é aquele onde habitam bruxinhas (“são as minhas netas”, esclarece) dragões, serpentes marinhas, cavalos alados e também uma velhota com lata de spray em riste, já ícone informal do próprio LATA 65.

“L is not an artist” é o título da página artística de Luísa no facebook, onde se pode ver todas estas criaturas.

“A Luísa rejeita o título de ‘artista’, porquê?”

“Porque não sou. Vês na descrição da página de facebook ‘just for fun’, e é só isso. Sempre gostei de paredes e de as fotografar, e isto é um pouco uma extensão disso, que exige, claro, um trabalho diferente, de pensar o boneco, levar o material para o local e executá-lo, mas o que me move sempre é a curiosidade de ver como fica.”

E é só isso mesmo. Não há aqui pinga de falsa modéstia. Nota-se que Luísa se diverte com o ritual de preparar os stencil, de ir para a rua e pintar, no entanto, diz que pensa dedicar-se a isto só até se interessar por outra coisa. Não existe a urgência juvenil de fazer uma grande carreira artística. Há, assim, uma grande objectividade no processo criativo e isso acaba por se reflectir na qualidade dos resultados. Há a diferença abismal entre ‘just for fun’ e ‘just for money’.

Aquando da sua passagem por Lisboa, Martha Cooper, lendária fotógrafa de arte urbana, insistiu em conhecer Luísa Cortesão e fotografá-la enquanto trabalhava.

“Não se considera artista, então, o que sente quando alguém como a Martha Cooper se mostra interessada em conhecê-la e fotografar o seu trabalho?”

“Calculo que ela pense ‘ora, cá está outra velha doida’… não sei… eu não a conhecia, mas agora que já sei quem ela é… [ela querer fotografar] é uma coisa que me deixa um bocado babada.”

Luísa não se assume como artista, e não sabe bem como interpretar este interesse todo em torno de algo que ela faz puramente por gosto, mas está tranquila, este é um mistério que a diverte.

“Não vou perguntar ‘porque é que faz graffiti?’, já percebi que é por ser algo que a diverte.”

“Pois, nem sei responder. Porque o faço? Sabe, eu podia estar em casa a descansar, a gozar a reforma, mas… Não! Isto ajuda-me a manter a cabeça activa, sabes?”

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O projecto LATA 65 tem sido bastante comentado e elogiado em publicações online, a nível nacional e internacional. Foi também uma das propostas vencedoras do Orçamento Participativo de Lisboa 2013, tendo assim obtido verba para o desenvolvimento das suas actividades.

Para este ano encontram-se já programadas 24 acções a nível local e existem vários contactos nacionais e internacionais, vindos de organizações interessadas em receber o LATA 65.

Este projecto pretende aproveitar o espírito criativo que todos temos, independentemente da idade, e levar os mais velhos a manter-se intelectualmente activos, transmitindo-lhes a ideia de que a vida não acabou só porque já não fazem parte da estranhamente classificada “população activa”.

O LATA 65 não é a única forma de conseguir isto, mas aponta um caminho para conseguir com que a “terceira idade” seja mais uma fase activa da vida e não uma mera estagnação. Todos temos o direito a um lugar digno na sociedade, incluindo os que já se reformaram, porque este país também é para velhos.

 

2013 em retrospectiva

Desde que nasceu, o WOOL sempre quis ser mais que um festival de Arte Urbana (da Covilhã).

Nunca quis ser um acontecimento de cariz artístico, feito à medida de um punhado de interessados, exótico e extravagante por acontecer no interior do país. Mais do que ficou em algumas paredes da cidade da Covilhã, em 2011, interessava o que poderia estar para além delas.

A Arte Urbana é para todos, e não é o vândalo bicho-de-sete-cabeças que muitas vezes se pinta, podendo mesmo ter um papel importante na regeneração das cidades e também na vida pessoal de muitos. Não basta, no entanto, expor estruturadamente estas noções para que as mentalidades comecem a mudar, porque muitas vezes o preconceito ultrapassa a secura da lógica. E tentar, a todo o custo, impingir racionalmente uma ideia é um erro, e não mais do que uma forma elaborada de amuar e desistir de a defender.

Para demonstrar que uma ideia é boa e que pode ser útil é preciso, inicialmente, seduzir as pessoas para o potencial da mesma, para posteriormente as envolver na sua dinâmica própria.

Relativamente ao papel que a Arte Urbana pode ter, o WOOL tem como objectivo primordial despoletar em cada pessoa um processo emocional de desenvolvimento de gosto pelo tema, a par de alguma consciência crítica.

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Este foi o ano de definição do WOOL quanto aos seus objectivos e da sua afirmação enquanto plataforma polivalente no que toca à divulgação da Arte Urbana e sensibilização para o tema.

Participámos em conferências e seminários, em universidades, associações e festivais, carregando estórias em slides e dando sempre mais do que dois dedos de conversa. De cada auditório, salão e saleta trouxemos novas ligações e boas ideias para o futuro.

Mas fomos também convidados a levar acções artísticas a algumas cidades;

No Fundão, no âmbito do Festival Cale, desafiámos o artista Pantónio a pintar pequenas personagens que contam um conto, ponto a ponto, o qual se identificou de Rasto Urbano.

Em Abrantes, no 180 Creative Camp, iniciativa do Canal 180 dedicada à colaboração criativa entre artes, estivemos com vários jovens e futuros artistas na organização de um mural participativo, mas também na experimentação de técnicas de stencil e ilustração, com a ajuda dos artistas Corleone e Samina.

Na Figueira da Foz, fomos responsáveis pela curadoria das intervenções de Arte Urbana, na primeira edição do Fusing Culture Experience, um festival que junta arte, música, desporto e gastronomia durante quatro dias.

A Paris, levámos uma comitiva portuguesa para participar no Tour Paris 13, um acontecimento centrado numa torre que foi objecto de intervenção de artistas de todo o mundo, antes de começar a ser demolida, ainda em 2013.

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Sempre com a intenção de levar a Arte Urbana ao maior número de pessoas, operámos em várias escalas e para diferentes públicos, e tentámos aproveitar todas as oportunidades que tivemos;

Convidámos novamente alguns artistas a encher de cor algumas paredes do LX Factory, em Lisboa, naquilo a que chamamos Wool On Tour, já na sua 4ºedição (bianual). E levámos à Boidobra o artista GonçaloMAR, para coordenar um workshop para jovens e criar o primeiro muro legal da Beira Interior.

Prosseguimos com o LATA65, projecto que pretende levar grupos de idosos a aprender técnicas de graffiti, incentivando-os, assim, a reacender o seu espírito criativo e a expor os seus universos através de uma forma de expressão inesperada. Depois de apresentado no Ignite: Lisboa, e de ter sido formalizada uma candidatura ao Orçamento Participativo de Lisboa, o Lata65 foi uma das propostas vencedoras, tendo sido atribuída uma verba que permite a sua continuidade em 2014.

Mostrámos um pouco das nossas actividades e resultados das mesmas, ao marcarmos presença no Festival-IN: Inovação e Criatividade onde apresentámos uma pequena mostra fotográfica e artistas a pintar ao vivo.

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Mas nada do que fizemos*, teria sido possível sem o apoio das diversas entidades, organizações ou simples conhecidos ou até desconhecidos, que acreditaram nesta nossa paixão por ‘pintar paredes’, nem sem a disponibilidade de artistas e amigos que nos têm, directa ou indirectamente, acompanhado nesta aventura.

A todos, sem exclusões, o nosso muitíssimo OBRIGADO… associado à promessa de que neste 2014 vamos continuar empenhados em trabalhar muito mais e melhor (neste desenrolar do novelo!)

2013 review* sendo que quantidade nunca será qualidade e que esta será sempre um dos principais objectivos a alcançar em todas e qualquer acção do WOOL, há números que até a nós nos espantam: 27 murais realizados em território nacional, 11 intervenções em Paris, 7 workshops de arte urbana.

texto por Nuno Manuel da Fonseca para o WOOL

WOOL ON TOUR 4 @ LXFactory

O WOOL | Festival de Arte Urbana da Covilhã, já dispensa apresentações e justificações para estar presente no LXFactory, o maior e mais dinâmico complexo criativo da capital e depois de 18 murais já realizados por estas bandas, ao longo dos últimos 18 meses, regressámos no passado mês de Novembro, para colorir e renovar mais algumas paredes.

Para este 11º openday, apostámos novamente em consagrados e novos artistas, a ’old school’ e a ‘new school’, aventuras artísticas com cheirinho a música, duplas inesperadas, visitas longínquas com sotaque a Norte, a mesma quantidade de talento, a mesma área de trabalho mas em número compactado, pelas mãos e inspiração de REGG, KLIT, GO MES e GUILLERMO DE LLERA.

O resultado, de muita cor, movimento, reluzentes e formas inesperados é o que pode ser visto in loco pelo LXFactory ou por aqui!!

‘A torre de Paris’

Paris, França, 2013.

Numa acção organizada pelo tunisino Mehdi Ben Cheikh, uma envelhecida e quase abandonada torre de apartamentos, foi autenticamente tomada de assalto por um conjunto de artistas urbanos vindos de vários cantos do mundo, incluindo do nosso, Portugal.

Durante meses, grupos de elementos de cada país foram ocupando revesadamente o edifício e cobriram de tinta, pinturas e colagens tudo o que puderam.

No interior, os artistas desenharam, escreveram palavras de ordem e de desordem, construiram objectos estranhos, amontoaram tralha em corredores, levantaram tábuas do soalho, esburacaram umas paredes e rebentaram com outras, e arrancaram várias portas, bem como outros elementos arquitectónicos.

O prédio, na total extensão dos seus nove andares, ficou completamente transfigurado e praticamente irreconhecível depois da passagem desta trupe.

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Descrever o acontecimento desta maneira, com truques de agente duplo, é algo que acontece vezes demais e que só faz com que dois públicos diferentes se agarrem às suas ideias pré-feitas sobre arte urbana:

Os detractores dirão “Eh, bando de sacanas sem lei!”, e os fanáticos dirão “Eh, isto é mesmo espectacular!”

E este tipo de leitura, precipitada, só cria mais divisão, não favorecendo o diálogo sobre o tema em questão. Por um lado, a arte urbana não é sinónimo de crime, e, por outro, nem toda resulta bem, técnica ou conceptualmente.

Interessa informação, sim, e ver mais para aprender a ver melhor para, assim, poder debater o assunto sem extremismos.

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Neste caso em particular, o que pode parecer um ataque espontâneo e ilegal, a um pobre prédio, tristonho e abandonado, algures em Paris, é, na verdade, exactamente o contrário.

Tour Paris 13 é o nome do projecto coordenado pelo director da Galerie Itinerrance, Mehdi Ben Cheikh. Trata-se de uma iniciativa artística promovida pelo poder local, a mairie du 13ème arrondissement, desenvolvida numa torre de apartamentos quase desabitada, em Paris, situada numa zona em processo de renovação urbanística.

A ideia consistiu em convidar cerca de uma centena de artistas urbanos, oriundos de dezasseis países, a voluntariamente ocupar com a sua linguagem o edifício. Foi estabelecido um calendário para as presenças das comitivas de cada país, e durante sete meses foram avançando os trabalhos.

Sobre este processo, o resultado final, as visitas à exposição e os acontecimentos imediatamente seguintes, será realizado um documentário.

E afinal o que aconteceu em concreto?

À medida que as mudanças foram acontecendo em cada espaço, a relação entre os mesmos foi sendo alterada e o próprio edíficio de apartamentos foi deixando de ser reconhecido como tal. Todos espaços comuns de circulação mudaram de identidade e os apartamentos também, mesmo aqueles, poucos, que por serem ainda habitados, não foram alvo de intervenção artistica directa – neste novo contexto, uma habitação normal constitui ela própria um objecto artístico; uma coisa misteriosa, que perturba, provoca e fascina.

A magnitude artística desta iniciativa é amplificada pelo facto de se usar como suporte uma peça complexa e finalizada da própria linguagem urbana; o edifício de apartamentos. Não é uma parede longa, não são uns metros de estrada, não é um pilar dos grandes, não é uma boa fachada cega; é o exterior e o interior de toda uma torre!

Transformada em instalação artística à escala urbana, tornou-se esta a mais fantástica torre de Paris. Durante o mês de Outubro apenas, a exposição esteve aberta ao público e foi um sucesso – as dez horas de espera para visita, em muitos dos dias da exposição, demonstram isso, mesmo tendo em conta que as visitas eram limitadas a 49 pessoas em permanância simultânea no edifício, devido a questões de segurança.

Iniciativas como esta, onde a fasquia é colocada alta, a organização é cuidada e as expectativas são superadas, contribuem claramente para a afirmação da arte urbana, pois, são esclarecedoras quanto à natureza e à riqueza da mesma.

Cada capítulo de excelência na história de qualquer tema público é uma óptima  oportunidade que temos para rever a forma como nos relacionamos com ele, pessoalmente e também enquanto sociedade. A já muito antiga ideia de associar arte urbana a vandalismo, pode continuar a existir, arrastando-se preguiçosamente e tropeçando na sua própria tolice dentro das mentes de muitos, mas, convenhamos, trata-se de uma coisa em vias de extinção. E ainda bem.

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A Tour Paris 13 ocupa agora lugar de destaque no mapa internacional de arte urbana e… figura também na lista de edifícios a demolir, no âmbito do já referido processo de renovação urbanística daquela zona.

Em Novembro começa o processo de demolição.

Conservadora e superficialmente pode olhar-se para isto como a destruição de um ícone da arte urbana, um lugar que seria, decerto durante anos, ponto de romaria obrigatório, não só para admiradores atentos, mas também para um público mais alargado.

Mas esta estória é diferente, e um verdadeiro lugar na história nunca é um lugar-comum.

O facto de haver um prazo de existência definido para a torre, não foi interpretado como uma catástrofe inevitável, antes sim, transformado no capítulo lógico e final deste projecto artístico. A sua demolição não é um atentado à arte urbana, é a celebração crua e absoluta do seu carácter efémero, que está directamente ligado à dinâmica de tranformação típica do lugar onde nasceu, e o único onde sempre se irá desenvolver e progredir: as ruas.

Quando a torre vier totalmente a baixo, terá nascido uma lenda típica do século XXI; um acontecimento exaustivamente documentado, oficial e informalmente, que não necessita de se tornar monumento para se perpetuar no tempo.

Corre Novembro, a Tour Paris 13 fechou, e a Eiffel pode agora voltar a ser “a“ torre de Paris.

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A comitiva portuguesa foi constituída por Add Fuel, Corleone, Eime, Kruella D’Enfer, MAR, Mário Belém, Pantónio, Paulo Arraiano, Samina, Vhils e MaisMenos, artistas seleccionados, contactados e levados à torre por Lara Seixo Rodrigues, co-fundadora do WOOL – Festival de Arte Urbana da Covilhã.

Na sequência da presença na torre, Pantónio passou a ser representado pela Galerie Itinerrance, tendo já viajado para a China para executar um mural de grandes dimensões e mostrado o seu trabalho no projecto Le M.U.R. Mulhouse e participado em leilões e feiras de arte.

Add Fuel foi também convidado a participar no projecto Le M.U.R Mulhouse, onde voltará durante 2014.

Outros artistas foram convidados a expor na Grécia e Samina já passou por Istambul para executar um mural de grandes dimensões e Lara Seixo Rodrigues foi contactada por vários coleccionadores de arte, interessados na compra de trabalhos de alguns dos artistas portugueses que marcaram presença na Tour Paris 13.

Até à data, um total de 1245 notícias/artigos foram escritos sobre o projecto TOUR PARIS 13 e promete não acabar a contagem.

www.tourparis13.fr

 

_ uma espécie de antes, durante e depois por Nuno Manuel da Fonseca.

 

 

WOOL @ seminário ‘Arte Urbana: continentes e fronteiras’

O WOOL irá estar presente no seminário ‘Arte Urbana: Continentes e Fronteiras’, primeiro evento organizado pela “Rede de luso-brasileira de pesquisa em artes e intervenções urbanas”, que irá decorrer o próximo dia 27 de novembro (4ºfeira) pelo Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa.

arte urbana - cartazApresentação
Com este encontro pretende-se debater, quer a definição daquilo que se tem vindo a denominar como Arte Urbana, quer o papel que estas manifestações estéticas assumem na cidade contemporânea. Esta é uma temática que atravessa distintas áreas e que exige uma abordagem transdisciplinar, atenta não apenas às questões de ordem estética e artística mas, igualmente às dimensões económicas, sociais, culturais e urbanísticas que enquadram este fenómeno.

Continentes e fronteiras da Arte Urbana é o mote do encontro e remete, por um lado, para a pertinência de pensar transnacionalmente esta temática num mundo crescentemente global, por outro, para a necessidade de reflectir sobre os enquadramentos estéticos, culturais e sociais destas novas expressões estéticas.

O formato do encontro privilegia o debate e a reflexão entre os especialistas convidados e o público. Deste modo, propõe-se a realização de duas mesas de debate constituídas por intervenientes provenientes de diferentes áreas e especialidades (académicos, artistas, críticos de arte, galeristas, arquitectos, etc.), promovendo o diálogo a partir de distintas experiências e perspectivas.

Programa
9.45h – Abertura da Sessão de Boas-vindas aos participantes
José Machado Pais (Instituto de Ciências Sociais)

10h – Apresentação da Rede Luso-Brasileira de Pesquisa em Artes e Intervenções Urbanas
Ricardo Campos (CEMRI-Universidade Aberta)
Glória Diógenes (Universidade Federal do Ceará / ICS)
Sílvia Câmara (Galeria de Arte Urbana-CML)

10.30h-12.30h – Debate
Arte Urbana: Paradoxos e Mutações
Miguel Januário (Street Artist)
RAM (Street Artist)
Carolina Ruoso (Université Paris 1 Panthéon Sorbonne)
José Quaresma (FBAUL)
Ricardo Campos (CEMRI-UAb)
Glória Diógenes (Universidade Federal do Ceará / ICS)

12.30h-14.30h Almoço

14.30h-17h – Debate
Arte Urbana: Cidade, Cultura e Criatividade
Antoni Remesar (Universitat de Barcelona)
Pedro Costa (Dinâmia-CET/ISCTE-IUL)
Lara Seixo Rodrigues (WOOL)
José Azevedo (Associação P28)
Sílvia Câmara (Galeria de Arte Urbana – CML)

17h – Encerramento dos trabalhos

Comissão Organizadora
Glória Diógenes (Universidade Federal do Ceará e Instituto de Ciências Sociais da Universidade de Lisboa)
Sílvia Câmara (Galeria de Arte Urbana – Departamento de Património Cultural da Câmara Municipal de Lisboa)
Ricardo Campos (Centro de Estudo das Migrações e Relações Interculturais – Universidade Aberta)

WOOL @ Festival IN

LXFactory, the creative complex where we are based in Lisbon, invited us to represent them at FESTIVAL IN – inovação e creatividade, that happened past days. And we took there a lot of art and paint and spray! To show just a bit of what we have been doing the past 2 years!

We had represented there a bit of the projects made at Covilhã, Lisbon, Coimbra, Figueira da Foz, Fundão, Boidobra, Paris and our project LATA 65. But the best part was the had with us Samina, Add Fuel, Tamara Alves, José Carvalho and Hugo Makarov, showing a bit of their magic!

Thanks a lot to all that came to visit us, to meet us and to all that just passed by and loved our work! <3

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LATA 65 vence OP LX !

E como tão inesperado foi sabermos que estávamos a votação para o Orçamento Participativo de Lisboa… foi hoje recebermos (em directo) a notícia de que o nosso LATA 65 foi um dos projectos vencedores! O nosso grande O B R I G A D O a todos os que nos ajudaram a conseguir a continuidade deste projecto!

E no meio de todos os agradecimentos, um OBRIGADO bem especial ao Fernando, à Ana, à Sara, à Laura, aos Pedros e ao João, magnífica equipa do Cowork Lisboa. À Dr. Isabel, aos 10 magníficos do Centro Paroquial de Alcântara, à Luísa e a todos os outros com que nos cruzámos ao longo de 1 ano deste projecto. A todos os que nos incentivaram e fizeram acreditar em toda a validade deste projecto! A todos os que votaram e a todos os que partilharam o video que a Maria Lina gentilmente nos fez e a todos os que podemos esquecer aqui pelo meio!

Agora é ‘mãos ao trabalho’ e pintar paredes com mais e mais velhinhos! <3

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